De agricultor familiar em transição agroecológica a representante da juventude amazônida em um dos principais espaços de debate climático do país. Essa é a trajetória de Wilians Santana, morador da chácara Nossa Senhora de Nazaré, em São Miguel do Guaporé (RO), e beneficiário do Projeto Terra e Mata, executado pela Ecoporé com o apoio financeiro do Fundo Socioambiental CAIXA.
Wilians participa da I Cúpula de Jovens Líderes da Amazônia, realizada em Belém (PA), reunindo 28 jovens dos nove estados da Amazônia Legal. O encontro, promovido pelo Instituto COJOVEM, faz parte da preparação para a COP30 e teve como objetivo propor políticas públicas e estratégias para uma transição justa rumo à justiça climática.

Militante do movimento sindical rural pelo MSTTR e parte da população LGBTQIAPN+, Wilians representa a juventude amazônida que atua diretamente nos territórios, enfrentando os desafios do campo com resistência, organização e inovação. Sua presença reforçou a importância da agricultura familiar e da inclusão social na construção de soluções para o enfrentamento da crise climática.

A participação de Wilians Santana e demais lideranças na Cúpula busca garantir que as demandas da juventude rural, LGBTQIAPN+ e periférica estejam no centro do debate climático — reconhecendo que essas vozes são essenciais para a construção de um futuro mais justo, sustentável e diverso para toda a Amazônia.
Para Wilians, que há anos dedica-se à agricultura sustentável, a oportunidade foi uma forma de levar a experiência do campo para os espaços de decisão climática. “A juventude do campo tem muito a dizer e a construir quando o assunto é futuro da Amazônia. É na terra, com as mãos na produção e no cuidado com as nascentes, que a gente entende o que está em jogo”, afirmou.
O Projeto Terra e Mata já contribuiu para a recomposição de mais de 300 hectares de áreas degradadas e a implantação de 217 sistemas produtivos sustentáveis em Rondônia, fortalecendo comunidades rurais e promovendo inclusão socioprodutiva. Para a Ecoporé, a presença de jovens como Wilians em espaços de decisão climática reforça que a transformação ambiental e social começa nos territórios, com quem planta, cuida e defende a Amazônia.

