Campos Amazônicos: O pedaço do Cerrado que existe na Amazônia 

Conhecido mundialmente como o “berço das águas”, o Cerrado abriga as nascentes que alimentam grandes bacias hidrográficas do país, incluindo as águas que garantem os ciclos de cheias e vazantes do Pantanal, sustentando diversas populações e atividades econômicas.
E esse bioma estratégico e rico em biodiversidade do Brasil tem uma conexão com a Amazônia, que ganha vida no Parque Nacional Campos Amazônicos.

Criada em 2006, essa unidade de conservação está localizada na região de tríplice fronteira entre os estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso.
O grande destaque do parque é a presença de “ilhas” de Cerrado, savanas e campos abertos isolados no meio da vegetação densa da Amazônia. Esse encontro único de ecossistemas transforma a área em um espaço vivo de pesquisa e aprendizado ambiental, de extrema importância para a conservação da fauna e da flora brasileira.

Mas por que isso ocorre?

A explicação para esse fenômeno vem do passado do nosso planeta. Há milhares de anos, a Terra passou por períodos com climas muito mais frios e secos. Naquela época, o Cerrado era predominantemente mais amplo e ocupava grandes extensões de terra.

Quando o clima voltou a ficar quente e úmido, a Floresta Amazônica se expandiu e tomou conta da região. No entanto, em locais com solos mais arenosos ou com relevo diferenciado, pequenos fragmentos de Cerrado resistiram e acabaram “frequentemente isolados” no meio do verde da floresta.

Proteger locais como o Parque Nacional dos Campos Amazônicos é fundamental para preservar a biodiversidade e garantir que a água continue fluindo para todas as regiões do Brasil.

Como trabalhamos no Parna?

A Ecoporé atua ativamente na linha de frente da preservação do Parna Campos Amazônicos, por meio do Projeto Paisagens Sustentáveis – ASL Brasil, onde já restaurou mais de 120 hectares.

A iniciativa é executada pela Ecoporé, gerenciada pela Conservação Internacional – Brasil, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), implementado pelo Banco Mundial e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio).

A execução é realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Núcleo de Gestão Integrada Humaitá (NGI-Humaitá).

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