QUEIMADAS EM RONDÔNIA CONTINUAM INTENSAS ALERTA SEDAM

Com a chegada do período de estiagem (junho a novembro) as queimadas são um motivo de enorme preocupação para todos rondonienses. Entre os principais problemas ocasionados por este crime ambiental estão os prejuízos ao solo, as plantas, aos animais e a saúde humana. Todos os anos os grandes incêndios florestais causam imensuráveis prejuízos aos produtores rurais e ao meio ambiente.
Devido as características do tempo e do clima da região, exatamente neste período, a quantidade de queimadas em Rondônia aumenta. No mês de julho deste ano foi constatado por técnicos da Coordenadoria de Geociências da SEDAM que o número de queimadas aumentou muito.
Para o meteorologista Fábio Adriano, responsável pelo Relatório Estadual de Monitoramento de Focos de Calor, os dados registrados em 2015 se comparados aos dados coletados no mesmo período de 2014 estão sendo preocupantes. “Estes dados são coletados diariamente do banco de dados do CPTEC/INPE, aqui na SEDAM fazemos o tratamento das informações e emitimos diariamente, mensalmente e anualmente relatórios que possibilitam a tomada de decisão pelas autoridades.”, comentou Fábio.
DADOS DE RONDÔNIA SÃO PREOCUPANTES
 
Durante o período de 01 a 31 julho de 2015 foi verificado em todo o Estado de Rondônia 2366 focos de calor, contra 741 focos de calor registrados no mesmo período de 2014, ou seja, os focos de queimadas triplicaram em relação ao ano passado.
Segundo dados do INPE a cidade de Porto Velho apresentou nos dias 08 a 10 de agosto os maiores índices do Brasil de Queimadas. Foram 47 focos contra 46 registrados respectivamente em Corumbá no Mato Grosso e Apuí no Amazonas. Quanto aos dados dos 52 municípios de Rondônia tem-se um registro de progressivo aumento quanto aos dados do acumulado anual (intervalo registrado de 01 de janeiro a 09 de agosto). Para os mesmo intervalo constatou-se um aumento de 118% no quantitativo de focos de calor registrados em 2015 em relação a 2014.
Rondônia está envidando esforços para conter essa crescente no quantitativo de queimadas, através de ações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental membro efetivo do Comitê de Combate aos Incêndios Florestais já foi iniciada a execução de uma série de atividades que visam promover e disseminar informações contra a realização de queimadas em todo o Estado.

PROJETO NÃO FOGO MAIS VIDA
Segundo a Coordenadora de Educação Ambiental, Maria do Rosário a SEDAM iniciou o desenvolvimento do PROJETO NÃO FOGO MAIS VIDA que apresenta atividades para construção de novas atitudes, a partir da vivência de cada indivíduo e seu despertar para o meio ambiente. “A equipe as SEDAM e parceiros estão sendo enfáticos durante as palestras. Procuramos levar para as associações de produtores rurais e escolas informações práticas de que as queimadas além de contribuir com o aquecimento global e as mudanças climáticas, produzem poluição para a atmosfera, causam prejuízos econômicos e sociais.”, explica Rosário.
O processo de conscientização para a mudança de atitudes contra as queimadas, não possui uma fórmula mágica. A Educação Ambiental da SEDAM trabalha de maneira interdisciplinar, prestando atendimento a diversas associações. Foram 05 (cinco) associações que já receberam orientações nesses primeiros dez dias do mês de agosto.
As principais ações de Educação Ambiental previstas no Projeto são a realização de 100 palestras em escolas, visitas e esclarecimentos em 30 associações rurais e outros grupos organizados, atendimento a 20 municípios e campanhas em rádio, tv e jornais, além de distribuição de folder em todo estado.
As palestras utilizam imagens fortes de queimadas para promover a conscientização do produtor rural. São árvores centenárias queimadas, imensas castanheiras símbolo do Estado que não sobreviveram aos crimes ambientais.

INTERAÇÃO ENTRE COORDENADORIAS
Visando otimizar os procedimentos de combate aos incêndios florestais, além do aspecto da educação ambiental, uma importante característica do Projeto desenvolvido pela SEDAM é a interação entre o monitoramento e a fiscalização. Através do monitoramento as equipes obtêm quase que em tempo real as latitudes e longitudes dos focos de calor no Estado. Já a Fiscalização vem autuando os possíveis infratores.
O Projeto possui atividades articuladas e complementares, fundamentadas nos preceitos da legislação ambiental e que garantem a participação comunitária com vistas a assegurar a sustentabilidade do processo de proteção ambiental.

MULTAS LAVRADAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS
Já foram lavrados autos de infração que representam mais de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em multas em desfavor de proprietários rurais que insistem em utilizar o fogo para as atividades agrícolas. As regiões onde os focos de calor foram mais intensas estão em União Bandeirantes, Machadinho, Auto Paraíso e Buritis.
 ALERTA DA GEOCIÊNCIAS
Climatologicamente, em Rondônia, junho, julho e agosto são os meses mais secos, onde normalmente chove menos que os demais, a partir de então considerando que é uma prática cultural o uso do fogo nas atividades agrícolas é eminente o risco de aumento de incêndios para o período.
A população deve se atentar que esses meses se destacam na série histórica como os de maiores valores registrados desde o ano de 2007, persistindo uma acentuação até o ano de 2010 que se destacava em relação aos demais quanto aos totais de focos de calor, no entanto, se o ano de 2015 continuar apresentando incremento a tendência é que os valores de ultrapassem os de 2010.

Sobre o autor

Assessoria Ecoporé

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