Ecoporé e RECA trocam experiências para aprimorar produção e restauração

A Ecoporé realizou uma imersão de dois dias ao projeto RECA em Nova Califórnia, distrito de Porto Velho. A associação é referência no trabalho realizado. Ao total, são 36 anos com o modelo de Sistemas Agroflorestais (SAF’s). Ambas as organizações são contemporâneas na atuação na Amazônia. O intercâmbio serviu para a troca de conhecimentos e capacitação. E, para aprendizado técnico para ambas as equipes.

Equipe da Ecoporé em ação de intercâmbio com RECA. Foto: Cemilla Carmo
Equipe da Ecoporé em ação de intercâmbio com RECA. Foto: Cemilla Carmo

Marcos de Souza, gerente de produção de mudas da Ecoporé, destacou a importância da visita para a melhora na qualidade dos projetos realizados pela equipe.

“Essa troca de conhecimento ajuda na melhora da produção das nossas mudas. Nos exercita a pensar em um novo arranjo voltado a essa experiência que o RECA já tem nos campos com as propriedades. A produção de mudas é importante porque é onde começa tudo”, afirma.

João Vithor Oliveira é bolsista da Ecoporé. Para ele, o intercâmbio foi de grande aprendizado. Ele afirmou ainda que o objetivo é que essa bagagem de conhecimentos seja implementada aos beneficiários.

“Pra mim tá sendo importante ver isso por causa do desafio de produzir pasto, biomassa, pro gado com sombra. Vai ser muito importante pra gente abrir a mente e poder ver o consórcio entre a pupunha e o pasto, como isso funciona e como isso se aplica na prática. Esse vai ser um conhecimento que a gente vai tentar replicar onde se encaixa com os produtores assistidos”, conta.

Durante o intercâmbio, foram visitadas propriedades onde estão sendo aplicadas diferentes técnicas de SAFs, conhecendo na prática as experiências do RECA, possibilitando dessa maneira a implementação dessas técnicas aos beneficiários de outros projetos da Ecoporé.

A ação foi proporcionada pelo projeto Restaura Mapinguari-Balata que é realizado pela Ecoporé em parceria com o ICMBio, no âmbito do projeto “Floresta para o Bem-Estar”, implementado pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Amazônia.

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