“A Ecoporé está fazendo exatamente o que precisa ser feito”, afirma correspondente alemão

O jornalista e cientista político Thomas Fischermann, correspondente sul-americano do jornal alemão Die ZEIT, esteve em Rondônia para acompanhar de perto os impactos do projeto Regenera na vida de comunidades indígenas. Fischermann visitou aldeias dos povos Oro Nao e Karitiana, onde observou de forma direta como a floresta e as pessoas se regeneram juntas.

Acompanhado do documentarista Davilson Brasileiro e de Paulo Bonavigo, diretor executivo da Ecoporé, Fischermann percorreu territórios indígenas que integram a Rede de Sementes da Bioeconomia Amazônica (ReSeBa). Uma articulação que garante geração de renda para os moradores através da venda de sementes nativas utilizadas na restauração florestal.

Árvore próximo à aldeia no Pacaás Novos. Foto: Paulo Bonavigo
Árvore próximo à aldeia no Pacaás Novos. Foto: Paulo Bonavigo

As sementes são adquiridas através do projeto Regenera, com patrocínio da The Caring Family Foundation, o que fortalece essas ações e reforça o compromisso com a valorização da produção indígena e com a bioeconomia da floresta. Durante a visita, o jornalista reconheceu o grau de organização e os avanços das iniciativas.

Me surpreendi. O trabalho é bem mais avançado do que eu tinha imaginado. Aquela cooperação entre povos originais e a tecnologia moderna dá uma certa esperança, porque como é que a gente vai reflorestar a Amazônia? O único jeito é em conjunto com os povos indígenas. E eu acho que a Ecoporé está fazendo exatamente isso.

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Rubens, à direita, sorri em bate papo com Tom Fischelmannn, correspondente alemão. Foto: Juan Rodrigues

Além do território indígena, Thomas visitou também áreas de plantio mais antigas na Floresta Nacional do Bom Futuro, onde observou resultados concretos da restauração ecológica desenvolvida há vários anos com apoio técnico e comunitário.

Fischermann, que vive entre o Rio de Janeiro e Singapura e possui longa trajetória como correspondente em cidades como Nova York, Londres e Washington, já havia citado Rondônia em entrevista ao Jornal O Globo. Desta vez, porém, viu de perto a força de uma bioeconomia real, protagonizada por quem vive no território.

Veja Também: Indígenas Oro Nao destacam impacto do projeto Regenera na Terra Indígena Pacaás Novos

A presença de Thomas Fischermann e Davilson Brasileiro reforça a visibilidade internacional de iniciativas como o Regenera, que associam ciência, saber tradicional e justiça socioambiental para recuperar a floresta com protagonismo indígena.

“A Ecoporé está fazendo exatamente o que precisa ser feito. Prometer reflorestamento e não entregar ou não garantir sustentabilidade não serve. Então eu saio daqui com muita esperança”, afirmou o jornalista.

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