A Ecoporé realizou atividade de campo na Aldeia Novo Paraíso, localizada na Terra Indígena Caititu, em Lábrea (AM). A ação integrou o Projeto Mapinguari-Balata e teve como objetivo apresentar modelos de Sistemas Agroflorestais (SAFs) já implantados na comunidade, fortalecendo o diálogo técnico e produtivo junto às famílias indígenas.

O projeto Restaura Mapinguari-Balata é realizado pela Ecoporé em parceria com o ICMBio, no âmbito do projeto “Floresta para o Bem-Estar”, implementado pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Amazônia.
A visita da Ecoporé contou com a participação da gerente de educação Ana Paula Albuquerque, o encarregado de campo Marcos Garcia e o engenheiro agrônomo, Ramon Souza, acompanhados por beneficiários do projeto e demais moradores da aldeia para a troca de saberes.

Durante a programação, a Ecoporé apresentou diferentes modelos de SAFs, permitindo que os participantes observassem áreas em variados estágios de desenvolvimento dos sistemas mais antigos aos mais recentes. A equipe também conduziu visitas técnicas às áreas produtivas, abordando manejo, diversidade de cultivos e potencial das práticas agroflorestais no território indígena.
Por fim, a Ecoporé promoveu uma roda de conversa com os moradores e beneficiários, espaço dedicado à troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e alinhamento sobre os próximos passos das ações na Terra Indígena Caititu.
Para Ramom Souza, analista responsável pelo acompanhamento dos SAFs, a experiência prática causada pela ação fará a diferença no andamento do projeto Mapinguari-Balata.
“A visita é importante para que os beneficiários possam entender qual a dinâmica dos SAFs e como funcionam. Tendo em vista que eles têm como cultura somente o roçado, que é a plantação da mandioca para a farinha, até se tem um modelo de SAFs mas não é um SAFs tão estabelecido. Nessas visitas, observamos SAFs que tinham um dia de implantação à SAFs que tem 20 anos, para que eles possam realmente ver, entender o que é os SAFs e de que forma ele pode melhorar o ambiente.”
A visita reforça o compromisso da Ecoporé com a promoção de práticas sustentáveis, o fortalecimento comunitário e a construção conjunta de soluções socioambientais na Amazônia brasileira.

