NATUREZA E
COMUNIDADES
A Ecoporé é uma associação comprometida com a diversidade e a justiça social. Atua ao lado de povos indígenas, extrativistas, ribeirinhos, pescadores, catadores e agricultores familiares, com foco em fortalecer formas de organização, autonomia produtiva e vínculos comunitários. Por meio da educação ambiental, assessoria técnica, pesquisa e campanhas educativas, promove a conservação da natureza aliada à valorização cultural. Apoiamos ações para ampliar o acesso a políticas públicas e o reconhecimento de direitos. Incentivamos o empreendedorismo socioprodutivo, a equidade de gênero e a inclusão de grupos vulnerabilizados. Para a Ecoporé, regenerar a Amazônia exige escuta, respeito aos saberes locais e construção coletiva de soluções sustentáveis.
Projetos do Natureza e Comunidade
Regenera
Rondônia (RTI’s Sete de setembro, Karitiana, Pacaas Novos, Roosevelt, Caititu)
Promover a agricultura regenerativa e inclusiva na Amazônia por meio de ações para recomposição florestal de áreas ambientalmente sensíveis, implantação de sistemas agroalimentares diversificados e educação socioambiental, associados à pesquisa, desenvolvimento e inovação, visando a conservação e recuperação dos serviços ecossistêmicos.
ForestFisher
Rondônia (Porto Velho e Guajará Mirim)
Desenvolver uma abordagem transdisciplinar reunindo pesquisadores com diferentes conhecimentos, incluindo biologia e ecologia de peixes, modelagem espacial, monitoramento da pesca, gestão do uso da terra, ciências sociais ambientais e gestão participativa de recursos.
Ciência Cidadã
Rondônia (Porto Velho e Guajará Mirim)
Ciência Cidadã é um programa da Aliança Águas Amazônicas, executado pela Ecoporé em Rondônia em parceria com o Laboratório de Ictiologia e Pesca da Universidade Federal de Rondônia para empoderar cidadãos e gerar conhecimento sobre os peixes e ecossistemas aquáticos da Bacia Amazônica.
O programa tem como objetivo contribuir para promover os princípios da ciência aberta e ciência cidadã a fim de alcançar o propósito e os princípios através de ações associadas aos resultados do plano estratégico da Aliança.
Observatório Socioambiental de Rondônia
Rondônia (TI’s: Karipuna, Kaxarari, Uru-Eu-Wau-Wau, Sete de Setembro)
Tem o propósito de universalizar o acesso à informações técnicas sobre as políticas públicas voltadas para as questões socioambientais e de direitos humanos no estado de Rondônia.
Dabucury
Rondônia (TI Pakaas Novos)
O projeto Tawi – Makarakon Oro Nao’ é uma iniciativa da Associação Indígena Santo André, do povo Oro Nao, financiada por meio do Projeto Dabucury, executado pela CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço). Indicada pelos próprios Oro Nao, a Ecoporé atua na assessoria técnica para a execução das ações, fortalecendo a gestão e a autonomia da associação indígena. Ao integrar a Rede de Parceiros do Dabucury, a Ecoporé colabora com outras organizações no apoio às iniciativas indígenas selecionadas pelo edital, contribuindo para garantir o protagonismo dos povos originários em seus processos de desenvolvimento. Prestação de serviço de assessoria gerencial a ser realizado junto às organizações indígenas (OIs) executoras de projetos apoiados financeiramente pela CESE.
Turismo Yabnaby
Rondônia (TI Sete de Setembro)
A Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé), em parceria com o Idesam, desenvolve o projeto “Etnoturismo Paiter Suruí: ampliação da infraestrutura física e tecnológica”, no âmbito do Programa Prioritário de Bioeconomia. A iniciativa visa fortalecer o turismo de base comunitária na Terra Indígena Sete de Setembro, com ações como a criação de um site integrado a plataformas de reservas, implementação de um tour virtual, melhorias em espaços para eventos e capacitações. O projeto contribui para o protagonismo indígena e o desenvolvimento sustentável no território Paiter Suruí.
Carbono Suruí
Rondônia (TI Sete de Setembro)
O Projeto Carbono Suruí é uma iniciativa inovadora do povo Paiter Suruí na Terra Indígena Sete de Setembro (TISS), em Rondônia e Mato Grosso. Desenvolvido no âmbito do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) da SUFRAMA, coordenado pelo IDESAM, o projeto visa gerar créditos de carbono. Seus objetivos incluem a conservação da floresta, a diminuição das emissões de carbono e o combate às mudanças climáticas, especialmente na Zona de Proteção Integral (Garah Iter) de 152.000 hectares. Além disso, busca o desenvolvimento sustentável, gerando recursos para programas de saúde, educação, economia e cultura do povo Paiter. A Governança Paiter Suruí e a Associação Metareilá são responsáveis pela negociação do carbono, garantindo a autonomia e a proteção dos conhecimentos tradicionais indígenas.
Educação Ambiental Participativa - Votorantim
Rondônia (Porto Velho)
O Programa de Educação Ambiental Participativo, uma parceria entre o Grupo Votorantim Cimentos (financiador) e a Ecoporé, visa promover a conscientização ambiental com alunos da EEEF Gov. Paulo Nunes Leal, em Porto Velho/RO. O programa inclui atividades focadas no Dia Mundial da Água (montagem de terrários e workshop), Semana do Meio Ambiente (construção de um Jardim Sensorial) e Dia da Árvore (estudo do ciclo de vida das plantas e restauração ecológica). As ações buscam despertar a compreensão sobre o meio ambiente, estimular a conexão com a natureza e refletir sobre a importância da vegetação para os ecossistemas.
Estudos biodiversidade
Rondônia (TI Rio Branco)
A organização Ecoporé, representada por Paulo Henrique Bonavigo, está financiando estudos cruciais de biodiversidade na Terra Indígena Rio Branco. As atividades de campo acontecem na Aldeia Jatobá. Essa iniciativa visa aprofundar o conhecimento sobre a rica fauna e flora local, destacando o compromisso da Ecoporé com a pesquisa e a conservação ambiental em regiões indígenas.
Floresta + Mãhp Gahp
Rondônia (TI Sete de Setembro)
O projeto “Memórias e ações: construindo e fortalecendo a cadeia da Castanha – Mãhp gahp” da Ecoporé visa capacitar o Povo Indígena Paiter Suruí em boas práticas de manejo da castanha-da-amazônia. Inclui também materiais de capacitação, como a programação de um curso de georreferenciamento e avaliações de cursos sobre o manejo da castanha. O projeto foca no desenvolvimento sustentável e fortalecimento da cadeia produtiva local. Em parceria com a organização Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé), o conhecimento oral e cotidiano do fruto da castanheira estará registrado em livro. A iniciativa é liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o PNUD. A iniciativa da Associação Gap Ey integra o projeto Floresta Mais Amazonia executado pelo PNUD em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e financiado pelo Green Climate Fund.
Floresta + Novo Paraíso
Rondônia (TI Caititu)
O Projeto Novo Paraíso, integrante do Programa Floresta+Comunidades, desenvolvido pela Associação dos Produtores Agroextrativistas da Comunidade Indígena Novo Paraíso e Ecoporé. A iniciativa vai promover ações sustentáveis no território e será realizada em parceria com a organização Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé).
Monitora Jirau
Amazonas (Parque Nacional Mapinguari e na zona de influência do Reservatório da Usina Hidrelétrica Jirau)
A Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé) e a Jirau Energia firmaram uma parceria voltada ao monitoramento da fauna na região do Parque Nacional Mapinguari e em áreas próximas à Usina Hidrelétrica Jirau, em Rondônia. A iniciativa integra o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (MONITORA) e busca ampliar o conhecimento sobre a fauna amazônica, contribuindo para a conservação dos ecossistemas locais. Com a participação de monitores de campo e técnicos especializados, o projeto reforça o compromisso da Ecoporé com a pesquisa aplicada e a proteção ambiental na Amazônia, em parceria com instituições públicas e privadas.
Monitoramento - Perfin
Acre (Tarauacá – AC)
A Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé) conduziu, em agosto de 2025, uma campanha de campo voltada à instalação de câmeras trap na região de Tarauacá, no Acre. A atividade faz parte das ações de monitoramento da fauna amazônica e tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a presença e o comportamento de espécies silvestres em diferentes ecossistemas. A iniciativa reforça o compromisso da Ecoporé com a pesquisa científica e a conservação da biodiversidade, contribuindo para a geração de dados que apoiam estratégias de proteção e manejo sustentável na Amazônia.
Oficina PFI
Rondônia (Porto Velho)
A Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé) participou, ao lado do FSC Brasil e de diversas instituições, dos “Diálogos da Paisagem”, realizados em Porto Velho (RO) em setembro de 2025. O encontro discutiu ajustes nas regras de conservação das Paisagens Florestais Intactas (PFI) no âmbito da certificação FSC, buscando alinhar proteção ambiental, sustentabilidade econômica e inclusão social. A nova abordagem propõe o uso de bacias hidrográficas como unidade de paisagem e incentiva ações colaborativas entre setores para fortalecer a gestão e conservação das florestas amazônicas.
Parque Tanaru
Rondônia (Chupinguaia (RO))
A Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) participam dos estudos para a criação do Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia. A proposta visa transformar a área onde viveu o último indígena isolado do povo Tanaru em uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. Com alta relevância socioambiental e histórica, o território reúne ecossistemas de transição entre Amazônia e Cerrado. Os estudos coordenados pela Ecoporé abrangem diagnósticos ambientais, socioeconômicos e fundiários, contribuindo para a proteção da biodiversidade e da memória cultural da região.